Indicada em 8.º lugar na lista pelo círculo de Lisboa, Eva afirmou-se como “orgulhosamente portuguesa”, realçando as oportunidades proporcionadas por este país, que destacou como o país onde nasceu, cresceu e se formou em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Ainda assim, referiu não esquecer as suas raízes angolanas, país que disse também que a acolheu, assim como fez com muitos portugueses.
As palavras da artista dividiram opiniões entre os internautas angolanos, com muitos a manifestarem descontentamento face à forma como a Rapper se apresentou publicamente. Comentários irónicos como “a Rainha Njinga do Rap angolano é portuguesa?” ou “se estivéssemos na gu&rr@ anti-colonial iriam nos vender todos na praia”, viralizaram e marcaram a onda de críticas, acusando Eva de renegar a identidade angolana. O debate acendeu-se especialmente pelo facto de, há mais de uma década, Eva ser considerada uma das vozes mais representativas do Rap em Angola.
Isidro Fortunato foi uma das figuras que mais mostrou descontentamento sobre as palavras usadas pela Rapper, assim como muitos portugueses que têm chegado até ao ponto de fazer grandes piadas relacionadas ao assunto. Apesar da controvérsia, várias figuras do meio artístico e cultural mostraram-se solidárias com a Rapper. Nomes como Mister K, OG Vuino, Xuxu Bower, Valete, Gilmário Vemba, Leila Lopes, Puto Prata, Filho do Zua e Delero King manifestaram apoio público à artista, enaltecendo o seu percurso e o papel que desempenha como ponte entre Angola e Portugal.