Depois da sua vitória histórica no Grammy, onde levou os cinco prêmios a que foi nomeado, Kendrick Lamar subiu ao palco para celebrar o Hip-hop e levar a energia de Los Angeles ao Caesars Superdome. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a continuidade da sua famosa disputa com Drake, com uma interpretação ousada do seu diss track “Not Like Us”, deixando uma mensagem clara em cada verso.
O Rapper não estava sozinho na sua apresentação. Além de SZA, que brilhou com o seu visual vermelho e o seu poder vocal, e a dança de Serena Williams, K.Dot contou com a introdução inusitada de Samuel L. Jackson, que se fez passar pelo “tio Sam” patriótico, aconselhando-o a manter a apresentação no tom que o público mainstream esperaria.
Kendrick, no entanto, não hesitou em inserir momentos de provocação, incluindo uma referência dissimulada a Drake e até um olhar direto para a câmera enquanto executava linhas afiadas da sua diss. O desempenho de Serena Williams, que dançou de forma espontânea durante a performance, só intensificou as especulações sobre a rivalidade com o Rapper canadiano. Com um setlist recheado de sucessos como “Humble” e “DNA”, e uma estética visual poderosa, que incluiu dançarinos vestidos em vermelho, branco e azul formando até uma bandeira americana, K.Dot entregou um show com um forte componente político.
A imagem de Lamar a cantar “Humble” no meio de uma bandeira americana, com Trump na plateia, gerou ainda mais debate sobre o impacto das suas mensagens contra figuras poderosas e sobre o seu lugar no panorama musical contemporâneo. Ao fazer esta actuação impactante, Kendrick Lamar consolidou a sua grandeza artística e também reafirmou o seu poder como contador de histórias, elevando a sua performance a um nível de autenticidade e relevância incomparável.